terça-feira, 14 de outubro de 2008

Primeiro assunto...



Os perigos da automedicação.

AUTOMEDICAÇÃO - prática de ingerir medicamentos por conta própria sem o acompanhamento de um profissional da saúde - pode agravar os efeitos colaterais dos medicamentos. Os medicamentos servem para aliviar, curar e paradoxalmente, piorar muitas disfunções e doenças.
A automedicação é uma prática comum adotada pela grande maioria da população.
Algumas vezes pela impossibilidade de algumas pessoas terem acesso ao atendimento médico, ou por questões financeiras e até pelo hábito de tentar solucionar os problemas de saúde tomando por base a opinião de algum conhecido mais próximo.
As propagandas através da mídia eletrônica é muitas vezes um fator contribuinte para a automedicação de pessoas leigas no assunto.
“ A dose correta é que diferencia um veneno de um remédio.”
Por isso, uma dose acima da indicada, administrada por via inadequada ou sem uso para fins não indicados, podem transformar um inofensivo remédio em um tóxico perigoso.
Muitos casos de intoxicação ocorrem em nosso país, e segundo pesquisas isso é uma conseqüência da automedicação, ou seja, do uso indevido de medicamentos sem orientação médica.
Outro problema é a interação medicamentosa que é quando medicamentos são administrados concomitantemente, e pode interagir de três formas: um pode potencializar a ação de outro, pode ocorrer também perda de efeitos por ações opostas, ou ainda a ação de um medicamento alterar a absorção do outro.
Algumas substâncias podem alterar as condições fisiológicas do organismo. Ex: o uso indiscriminado de medicamentos à base de um analgésico-antitérmico como a dipirona pode abaixar os níveis de células de defesa encontrados no sangue.
Um mesmo remédio, com dosagem idêntica, usado durante o mesmo período em duas pessoas diferentes, pode dar excelentes resultados para uma delas e não surtir efeito na outra. Uma indicação mal feita ou o uso incorreto do medicamento pode não dar o resultado esperado, bem como aumentar a resistência das bactérias aos antibióticos. Além disso, a pessoa pode apresentar alergia a determinados ingredientes da fórmula medicamentosa, e em conseqüência, desenvolver uma intoxicação. Até mesmo associando-se determinados alimentos aos remédios esse poderão prejudicar a saúde.
Exemplos de automedicação são facilmente identificados: a pessoa que julgando estar com gripe, faz uso de remédios impróprios e acaba sendo internada com quadro de infecção generalizada ou intoxicação; atletas que utilizam produtos importados com o objetivo de ganhar massa muscular, sem saber o que realmente está consumindo, e ficam expostos à riscos de doenças futuras.
O ideal é que as pessoas não se automediquem, uma vez que a vida saudável não está no balcão das farmácias mas sim nos cuidados de higiene pessoal e ambiental, hábitos sadios e qualidade de vida.
Os remédios agem no organismo de duas formas distintas: com uma ação local no estômago e uma sistêmica. Isto significa que quanto mais se toma remédios, maior é o risco de se ter uma irritação ou mesmo uma hemorragia do estômago – o que é facilmente percebido no uso indiscriminado da aspirina, por pessoas que buscam prevenir infartos ou outras doenças cardiovasculares. Por sua vez, o uso de vitamina A em doses altas e por longo período pode ocasionar distúrbios neurológicos.
Caso aja propensão, o uso de antibióticos pode causar alergia, irritação no estômago e modificação da flora intestinal; além disso algumas bactérias que estão no organismo humano podem se tornar resistentes aos antibióticos e levar a pessoa a adquirir uma infecção bacteriana através de um agente infeccioso, o que é muito grave.
Crianças, mulheres grávidas e idosos necessitam de cuidados especiais com os medicamentos: as crianças pela constituição física, ainda em formação; as grávidas pelo fato de estarem gerando uma nova vida, aonde a autoingestão de remédios pode vir a prejudicar o feto; os idosos devido à constituição física mais frágil e vulnerável. Os doentes ou aqueles que fazem tratamento médico mais longo e são portadores de doenças mais graves, em hipótese alguma podem se automedicar.

Importante:

- Remédios só devem ser usados com prescrição e orientação médica;
- Sempre deve ser verificado o prazo de validade do remédio;
- Todo e qualquer remédio deve ficar longe do alcance de crianças;
- A automedicação prejudica a saúde, não devemos tomar remédio por conta própria em momento algum;
- Se durante ou após o uso do medicamento surgirem manifestações alérgicas ou outras reações, deve-se informar imediatamente o médico para que ele possa orientar.
- Se durante uma consulta houver dúvidas sobre um medicamento prescrito, solicitar ao médico todos os esclarecimentos necessários.
- Aspirinas, antigripais e comprimidos para dor em geral podem causar irritação na mucosa do estômago, por isso evite automedicar-se.
- Apenas médico – apoiado numa série de informações para estabelecer um diagnóstico correto – tem reais condições de avaliar a necessidade ou não de se usar um determinado medicamento;
- Jamais use medicamentos indicados por um leigo (amigo, vizinho, familiar.. )
Os efeitos dos remédios variam de pessoa para pessoa.
Automedicar-se é muitas vezes gastar dinheiro duplamente: primeiro com o produto adquirido sem prescrição médica; depois com o medicamento receitado pelo médico.
Para ter uma vida saudável, produtiva e de qualidade evite “consultar-se” com amigos e conhecidos e evite a automedicação.
Portanto pense duas vezes antes de tomar aquele remédio, que possa parecer inofensivo, ou que um amigo ou vizinho tenha receitado. Às vezes, não aparecem sintomas, mas complicações podem ocorrer e quando isso ocorre é das formas mais inesperadas possíveis.
Sempre que for procurar por medicação leve a receita médica junto, pois o farmacêutico ou responsável por farmácia não tem obrigação de saber qual remédio deve ser dado e muito menos deve dar medicamentos sem a devida receita médica.

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